Holá amigos!!! Antes de começar, gostaria de me desculpar por tanto tempo sem escrever à vós!! Claro, apesar do fim do ano ter batido apressado a porta, também tinha muitos afazeres musicais!!! Me perdoem!! ;-()
Os escrevo para contar minha estadia "breve" em Roma...apenas por duas semanas...
Para começar (antes de Campodanno), fiz aquela "famosa" ronda turística: passeando pela cidade rapidamente para me familializar e situar-me, essas coisas...
Sou um pouco anti-turísta: gosto de nao ter planos e cada vez mais venhho descubrindo isso com todas estas oportunidades de viajens.
Declaro aqui que nao cometi o pecado da gula, mas é difícil em Itália nao se comer bem. Eu já tomava due capuccini al giorno! E sem falar do spaguetti...se come pizza em qualquer lugar. E isso nao poderia deixar passar...(risos).
Comprei mapas e mapas e a cada vez que saía a rua, sacava o mapa e me perguntava: "onde irei hoje?", mas sabia que al final de todos os passeios implanejáveis, teria de visitar o Coliseo, e principalmente, El Vatticano. Ir á Roma e nao visitar estes seria um crime. Estes dois passeos acabei deixando mais para o final mesmo, porque o que havia de gentemmmm...
O público em massa parava a principal vía de Roma para assistir a Gloria Gaynor cantar a mesma música dez vezes. Eu assisti da televisao; havia ocurrido alguns incidentes e ocidentes e por isso nao estava verdadeiramente no animo de cantar "I´ll survive" 20 vezes.... Acabei por viciar-me em outras coisas: filmes, filmes, filmes e pinturas. Ía a todas as livrarías do bairro buscando Fellini, Begnini, Rosselini, Moretti, e acabei por feliz da vida.
Entre descubrir e voltar no tempo de nossa história com o fórum romano e de tantos Césares, Maurícios, Márcios, Cássios e de entender realmente que os romanos sim que sabiam de pavimentaçoes também pude filosofar um pouco com a ida a La Galeria Nazionale del Arte; ali conheci os desconhecidos: Giacomo Balla, que me impressionou com suas pinturas neo-modernistas, Giussepe Piazerelli, entre outros... Já com a ida ao Vatticano, me pergunto até hoje quanto tempo levou Da Vinci a realizar esta obra de La Capella Sistina. Quanto e como foi pago? Ninguém sabia me responder...nem o próprio Papa! Também descrubi que sim, as confissoes se podem fazer em todas, ou quase todas as línguas...menos o português...Habemus Papammmm.
De certo que Roma nao é a capital da boa música, mas buscando se encontra, e na busca incessante encontrei dois cafés/jazz: Lettere Café e Big Mama...sensível e simples, mas se ouvia bons músicos. No frio, nao tinha nada melhor de se fazer pela noite, además de admirar a cidade, que fica tao encantadora e apaixonante! Seria também mais apaixonante se voltássemos a ver as lindas vespas que cirulavam belas belas vias da cidade: as vespas de 48 ou mesmo as do ano 60, hoje vemos através de fotografías ou instalada em um museu...que desperdício! E relembrar a boa e marcada época de fama entre os filmes...
Estou aprendendo a dissipar-me de meus medos e com isso minhas superstiçoes. Isso fez com que nao fosse como todos os turístas: "Filha tira a moeda se nao, como voltará a Roma"...hahaha...desta eu realmente já passei. Procurei ir aos restaurantes menos turísticos, a olhar gente, passear pelas belas vias de Dolce e Gabana, Tifanys etc.
E para finalizar digo que o que mais me sorpreende de Roma, é que realmente é linda a noite! E que tem uma pequena praia sim, e lá fiz amigos.
Augurí à todos!
Beijos e até! ;-()

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